Mala de Cartão
Dentro desta mala há de tudo:Aventuras, Estórias, Fotos, Música, Livros, Filmes, Desporto, Amigos, Amor...Enfim uma panfernália de "coisas"que levamos connosco e outras tantas que depois adquirimos por onde vamos passando!
28.1.09
23.6.07
Life goes on
Os últimos tempos têm sido conturbados. Muitas emoções, boas e más. Dia 10 de Maio lá sairam os gémeos da minha irmã cá para fora. A Carolina vinha impecável, mas o tótó do Afonso, esganado de fome, ainda teve tempo de se engasgar com o líquido amniótico e la deu umas dores de cabeça. Mas agora estão 5 estrelas. Para festejar, um salto até Paris onde o Pedro fez a recepção. Paris...foi a primeira vez que pisei solo de Paris quando saí da gare de Lyon, nem quis acreditar quão limpa é Paris quando comparado com Marselha, parece que chegamos a outro país. Mas chovia e não era pouco...lá estava o Pedro com a sua voiture 5 estrelas e tecto com vista para o céu. Claro que começamos logo em grande...o Pedro perdeu-se...em paralelo começaram os contactos para o by night. Pessoal Portuga em acção, lá fomos nós até à discoteca GLOBO, do melhor. Aprendi a dançar à françesa/parisiense?? Ora o bracito em posição perpendicular ao peito e la começa o badalar das mãozitas traca traca traca de um lado para o outro, tipo múmia! São choques culturais. Resmas de gatinhas, a loucura. Conheci a Cristina, uma porreiraça de Arcos de Valdevez...grande salto, arcos/Paris, sempre a bombar. Esta moça é a consultora cultural do Pedro, e ja aprendeu a fazer “praia” em Paris, um bikini, óculos escuros, muita imaginação e um belo jardim para estender a toalha. E voilá, a minha viagem a Paris foi mesmo a noite...no outro dia de manhã descobri que o Pedro tem 2 telemóveis que despertam e ainda um despertador clássico como extra...constatei que não funciona...pelo que se estão a contar com o Pedro para vos levar a passear, esqueçam...estou a brincar Pedro!!! Tive de despertá-lo para saber como sair do prédio...era a chave para a porta de casa, para a porta das traseiras do prédio, para o portão do jardim do prédio, e o código da porta de acesso ao condominio....ufff, tive de levar um papel com 3 códigos para aceder à casa do Pedro, não fosse me esquecer das chaves... E lá fomos passear...e comemos o belo do crepe hummm. A noite adivinhava-se forte...o Colm, amigo do Pedro, estava a chegar e convidou-nos para uma festa na casa dos amigos dele...festa do festival da eurovisão. Quando lá chegamos, eis que a Lucy nos abre a porta...ia tendo um choque, vestida de sueco, cabeleira loira, camisa aberta com pêlos a sair para fora e uma bela bigodaça sueca...aquilo podia ser um tipo do texas, mas enfim. O namorado da Lucy apresentava uma vestimenta ainda mais curiosa, uma capa prateada, ligas, soutien a condizer e uma bela cabeleira, twilight zone. Havia ainda o mexicano (David), e a grega (Ivy). Um must! Um apartamento minúsculo (mas com vista para a torre eiffel), montes de gente animada e foi a receita para a folia. Fartamos de nos rir com o festival da eurovisão e com as figuras de cada um após o excesso de ponche. E pronto, o Domingo ficou parcialmente queimado pela ressaca. Ainda assim consegui pôr a vista na Notre Dame, ela própria. Depois o Pedro ja tinha outro by night combinado e eu tinha de apanhar o TGV de volta a Marselha, de volta à provincia. Por sorte ja voltei a Paris em work, deu para passear junto à torre eifel, ver uma exposição e apanhar uma chuvada. Tudo parece correr bem e de repente a vida prega-nos partidas. Recebi a noticia mais triste de sempre, perdi a minha 2ª mãe. Faleceu a Mina, a mãe da Ana e da Teresa. Ao fim de tantos anos de luta não conseguiu ficar connosco. Penso que partiu feliz pois conseguiu resistir até cumprir a sua missão e ver o nascimento dos netos, o Rodrigo e a Inês. São os que chegam e os que partem. Têm sido tempos dificeis mas a vida continua, tudo o que vivemos fica guardado no meu coração. Um grande Beijo à minha MINA.
7.5.07
Família na Pérola do Atlântico
4.5.07
C'est la Folie
É sempre bom estar ao corrente do que se passa na vizinhança, aqui pela Europa. A não ser que prefiram continuar a ler a comunicação social Portuguesa e a ficara ainda mais deprimidos com o estado de sitio no país!! Vamos lá abrir os nossos horizontes e deixar a Madeira ser independente, assim como assim, as bananas são pequenas, não têm hormonas.
Et voila, a França vibra com os debates políticos dos 2 candidatos à presidência, a bela Royal, e o monstro Sarko. Já todos sabem quem vai ganhar, nem vale a pena ir a votos. A avaliar pelo debate da passada 4ª feira, rezava o dia 3 de Maio de 2007, a bela quase se transformou num monstro, e o monstro parecia um cordeirinho. Se isto fosse num país a sério, a tipa tinha-se passado e partido o trombil ao Sarko, mas lá se conteve, à boa maneira francesa.
Foi um roll de enganos e desanganos com os números da economia, nem sabem a quantas andam. O auge do debate foram as criancinhas deficientes e a entrada da Turquia para a UE (poderão tentar encontrar alguma relação lógica entre um assunto e o outro, mas não se esforcem muito). Para o Sarko, as criancinhas deficientes já não podem ser misturadas com as crianças normais nas escolas (provavelmente porque os genes da primeira podem saltitar para as segundas, tipo encosto), e a Turquia não tem condições para entrar na UE, não porque tenha mulçumanos, mas porque... se localiza na Ásia Menor. Esta deixou a Royal caladinha (a pensar...onde será a Ásia Menor???).
Como vêm, não é só a ex-ministra da educação (ainda é ministra do Sócrates??) que só diz disparates e fica louca agarrada a um microfone. Mas no meio disto tudo, mais vale um Sarko do que um Le Pen...sim porque este individuo, defensor da pena de morte e da expulsão dos emigrantes de França (onde eu estaria incluido...parece que já me estou a ver acorrentado aos Magrebinos num barco em direcção a Tunes), conseguiu 20% de votos no ano de 2002. Upa upa.
Mas eu compreendo o Sarko...todos os dias chego à Praça Jules Guedes no belo do BUS, e é sempre o mesmo cenário catastrófico, parece que passou um ciclone. Após o habitual mercado diário que recria um pouco o género Marrakech, ele há de tudo, belas botinhas de salto sendo que uma já não tem salto, cuecas de senhor e senhora em vários modelos e cores (já se sabe, em 2ª mão claro), com sorte um pescocito de galinha ainda com aspecto apetitoso, cassettes de fita de fora, metades de discos de vinil (algum cliente insatisfeito que se passou), gavetas aos pedaços daquela que terá sido uma bela cómoda (dava-me jeito lá em casa), enfim, o típico shopping onde certamente não encontraram os franceses Sarkocizistas.
Mas o que vale é que o sol brilha (não o caso dos últimos dias), e no passado feriado fiz a minha primeira incursão pelo mar mediterrâneo. O pessoal que treina comigo resolveu nadar no mar azul de Marselha (surpreendentemente, é mesmo azul). Pois lá fui todo contente...quando chego à praia de partida, eis que me deparo com um belo cenário escafândrico tipo Jacques Cousteau, estavam todos de fato isotérmico e máscaras de mergulho. Perguntei se tinham desistido de nadar, mas pelos vistos o pessoal é assim que nada no mar. Comecei a despir-me et voila, me, my tanga, e os meus pêlos, prontinho para me atirar ao mar. Como bom português ali estava eu prontinho a enfrentar a adversidade...fatinhos isotérmicos “Aquaman” com feichinho para fazer chichi, oculinhos graduados para ver os peixinhos e os “corais” de Marselha, barbatanas extra size SPEEDO, só faltavam os sapatinhos de vela e a camisinha burberry’s. Um homem quando vai ao mar, vai de tanga. Cambada de betinhos franceses. E lá arrancamos (tive sorte, estavam 19° na água)...passados 400 metros já estava isolado na frente, mas upsss, começou-me a faltar a vistinha e tive que ir com o resto do pessoal e parar em tudo o que era canto para ver o peixinho azul, verde e côr de rosa. Por muito calor que este corpinho produza, já estava de molho há uma hora e tivemos de regressar todos, porque sozinho ainda ia parar a outra praia qualquer no fim do mundo.
Com o calor, veio também um novo colega aqui para a empresa, um tipo Húngaro mas de famílias austríacas. Tem um porche, uma casa com píscina, e nunca paga menos de 300 euros por noite num hotel. É vendedor! Atendendo à sua costela Húngara, gosta muito de abraçar e beijar tudo e todos, acrescentando que tem 2mts e uma mãozinha que faz três da minha. Pois aqui vai mais uma experiência cultural. Estava eu a chegar à empresa quando passa o meu caro colega no seu Porche e claro, pára para manifestar o seu “estou aqui”. Em simultâneo chega a minha colega Roberta (italiana) que ao notar a presença do Húngaro, finge retocar a sua maquilhagem só para não sair do carro e ser completamente amassada e osculada pelo dito cujo. Mal sabia eu que seria a sua próxima vítima...salta o homem de dentro do Porche e abraça-me de forma violenta, seguindo-se um beijo na face direita tipo lambidela de vaca. São outras culturas... Já a minha colega pensava que estava safa, quando o “touro” se postra à porta do carro dela, sorri dizendo bom dia e se enfia literalmente pelo carro adentro para amassa-la e oscula-la. Foi uma verdadeira cena de Benny Hill. Os que puderam, ainda conseguiram fugir. Entretanto o colega refreou os seus costumes da terra Natal e já se integrou melhor. Mas ainda temos medo que lhe dê uma recaída.
Assim vai o Sul da França.
A bientôt!
16.4.07
Transfusão cultural
Aquela que parecia ser uma cidade insuportável, cheia de lixo, poluição e trânsito (“bouchon”), tem-se revelado uma cidade muito mais agradável com a chegada da Primavera. De facto, o mar azul do mediterrâneo vai dando alguma alegria e luz a Marselha. Eu proprio tb começo a ver mais luz ao fundo do tunel no que à vida social diz respeito. Não será propriamente “la folie”, mas começa a bombar, “ça roule” (isto vai rolando) depois há sempre o “soutien” dos colegas, sempre prontos a ajudar-nos. “On faite”, são os colegas que se vão acostumando a bichos raros como eu e que me vão levando aos lugares de interesse. Vou começando a conhecer alguns restaurantes mais em conta (entre 20 e 30 euros por cabeça), e que não são mau de todo. Por sorte tenho mesmo uma crêperie à côté chez moi. Depois tenho-me adaptado ao facto de eu ser o único solteiro nesta cidade. Estão todos acasalados, amigados, amantizados, e torna-se complicado arrastar o pessoal para fazer alguma coisa. Posso sempre pôr uma anúncio a procurar pessoal solteiro. Presentemente tenho uma amiga divorciada que me quer saltar para a espinha. Outro dia fomos a um jogo de pólo aquático e ela levava vestido um cinto, o resto deve ter ficado em casa. No work as coisas vão bem, consegui não ser dispensado no final dos três meses de experiência, apesar de ter dito a uma colega que a queria foder, e a outra que a queria montar. Tudo tem uma explicação, às vezes quando ainda estamos a consolidar a língua temos desculpa com os erros que cometemos. Pois eu queria “faire la bise” à minha colega (beijá-la), mas acabei por lhe dizer que a queria “bezer” (que é foder). Ora agora imaginem a minha figura, levantei-me e de braços abertos em pleno "open space", disse: “Quero-te foder”. Digamos que houve um certo momento de tensão, seguido de uma explosão de risos. On faite, ela não disse que não. Como se isso não bastasse, outro dia quis montar a minha colega do Marketing. Pois troquei o verbo "Montrer" com "Monter"...je vais te monter, je vais te monter...infelicidades da vida. No bus para o work, fiz a minha primeira amiga. Após um primeiro bom dia que eu expressei simpaticamente no meu françês de qualidade, a senhora ja me tascava 2 beijos todos os dias, mesmo quando eu não estava de tromba para ali virada. A aproximação facial era a parte mais terrivel, pois a dita cuja tem uns óculos fundo garrafa e os olhos crescem de tal forma que parece que nos engolem violentamente, acompanhado de um claro bafo a noite de folie. Houve uma fase em que se assentava sempre ao meu lado no bus até que eu me fartei do facto de ela não parar quieta um segundo e estar sempre a entupir-se de medicamentos e de me descrever os efeitos secundarios, nomeadamente a prisão de ventre, mais conhecida pela constipation. A constipation leva-nos para outa gafe cometida por mim, de perguntar a um colega meu se ele estava com prisão de ventre. Enfim tudo compreensivel. Um dia chegou uma tipa com ar de “pute” ao terminal de BUS e toda a gente olhava de forma clara para a senhora. Eu so pensava, “que belas figuras”. Quando ela se virou, não é que era a minha amiga!!! E não é que me tascou dois beijos...fiquei logo queimado entre o high society dos BUS para o Petit Arbois. No dia a dia vou conhecendo os meus vizinhos... ha o do 5º que é um "ganda" maluco, vejo-o subir com uma jovem diferente todos os dias. Os meus vizinhos da frente são surdos mudos e deixam-me bilhetes na porta sempre que é preciso. É bom para os assaltos. Curiosamente são os vizinhos mais barulhentos. Depois tenho a velhota do 1º esquerdo que me pediu outro dia para testar a campainha dela. Ela abre sempre a porta quando eu desço, mais uma fã. Por baixo de mim moram os meus vizinhos judeus. Graças a eles não precisei de ligar o aquecimento no Inverno, deviam ter aquela cena no máximo. Eu dei a morada deles para entregar a minha "valise" que se perdeu em Bruxelas cheinha de bacalhau do bom e de pescada da melhor qualidade. So pensava que quando chegasse a casa dos meus vizinhos judeus para ir buscar a mala ja me tivessem vendido a mercadoria. Mas afinal a mala não foi entregue...mas o bacalhau chegou são e salvo. De resto, fico à espera de visitas. Abraço
13.4.07
Jantar de Emigras...
Mas, sempre que é possível nada como um encontro para trocar algumas informaçóes dos sitios onde estamos, como somos recebidos, como nos adaptamos, do que temos saudades e por ai.
E assim foi, nesta páscoa fui ver o Pedro Matos a Paris e encontrei-me com o Ric em Lisboa para um jantar no não antigo "Faisão Azul"da Sra.D.Candida!
Aqui está a prova que a distância não afasta os amigos, pode até reaproximá-los!
Um beijo Ric.
20.3.07
Teleférico "Adrenalizante" das Achadas da Cruz
